"Impérios de um lobisomem"

Já diz Zé Ramalho: ” Impérios de um lobisomem que fosse um homem…”
Dentre todos os seres pavorosos com aspectos anatômicos humanos o Licantropo, também conhecido como Lobsimem, talvez seja o que afeta mais fundo as fantasias e medos do homem, tanto antigo quanto moderno.
O primeiro relato deste ser sobrenatural pode ter registro na Grécia antiga. Heródoto se referia ao “povo dos neuros”  quando falava de pessoas que por algum motivo ( inexplicável por ele), durante um período curto, em todos os anos, assumiam uma forma canina. Petronious, algum tempo depois, atribuiu o fenomêno astronômico da lua cheia à transformação do ser humano em lobo. O rei Likaon, segundo Ovídio, teria desrespeitado o deus Júpiter ao lhe oferecer carne humana em um banquete. Júpiter furioso com o insulto jogou uma maldição em Likaon transformando-o em cão, aqui teve origem o termo “licantropos – aquele que vira lobo”.
Mas foi durante a idade média an Europa que o homem-lobo estabeleceu seu reinado de pavor. Na França ente 1520 e 1630 foram relatados mais de 30.000 casos de ataques ou aparições. Talvez o mais famos caso seja o de Pierre Bourgot, um pastor que foi julgado em 1521 por uma série de assassinatos brutais de jovens mulheres, o mesmo declarou que a noite se transformava em um lobo e isto o tornava incontrolável, daí vinham as mortes. Mas “naquela época na França, qualquer pessoa que tivesse muito pelo no corpo todo, com sombrancelhas grossas que se fundem, com as palmas das mãos muito ásperas e calejadas e com grandes olhos arregalados podia ser acusado de ser um lobisomem pela inquisição e, posteriormente condenado à morte ou à severos castigos, onde os crimes com extrema crueldade eram julgados equivocadamente como práticas de lobisomem.”

Em 1573, uma aldeia francesa nas proximidades de Dôle foi “palco de terror” das atrocidades de um grande lobo que matou e devorou parcialmente dezenas de crianças, constatou-se que o mesmo animal tinha uma enorme semelhança facial com uma pessoa chamada Gilles Garnier, sendo preso o mesmo confessou sob tortura que fizera pacto com um espírito maligno da floresta onde lhe dera um líquido que, aplicado ao corpo, transformava-o em um lobo – após o julgamento foi queimado vivo.”
No Brasil existem várias versões da lenda do Lobisomem, “em alguns locais dizem que o sétimo filho homem de uma sucessão de filhos do mesmo sexo, pode transforma-se em lobisomem. Em outras regiões dizem que se uma mãe tiver seis filhas mulheres e o sétimo for homem, este se transformará em lobisomem. Existem também versões que falam que, se um filho não for batizado poderá se transformar em lobisomem na fase adulta. “. “

Em algumas regiões, o Lobisomem se transforma à meia noite de sexta-feira, em uma encruzilhada. Como o nome diz, é metade lobo, metade homem. Depois de transformado, sai à noite procurando sangue, matando ferozmente tudo que se move. Antes do amanhecer, ele procura a mesma encruzilhada para voltar a ser homem.
Em algumas localidades diz-se que eles têm preferência por bebês não batizados. O que faz com que as famílias batizem suas crianças o mais rápido possível. Já em outras diz-se que ele se transforma se espojando onde um jumento se espojou e dizendo algumas palavras do livro de São Cipriano e assim podendo sair transformado comendo porcarias até que quase se amanheça retornando ao local em que se transformou para voltar a ser homem novamente. No interior do estado de Rondônia, o lobisomem após se transformar, tem de atravessar correndo sete cemitérios até o amanhecer para voltar a ser humano. Caso contrário ficará em forma de besta até a morte.”
Pelo mundo o homem-lobo é chamado por diversos nomes como:
Versipélio para os romanos;
Volkodlák para os  eslavos,
Werewolf para os saxões;
Wahrwolf para os alemães;
Óboroten para os russos;
Hamtammr para os nórdicos;
Loup-garou na França.

Fontes de consulta:
Suapesquisa;
Boca do Inferno;
Wikipedia

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