Grafite – A Arte das Ruas

Arte ou vandalismo? Escrita ou formas de desenhos?


“Na Pré-História, antes da escrita digital fonética, os homens da caverna pintavam nas paredes lisas e retas da caverna as imagens de caçadas e festas rituais”.
“Para muitos, o grafite é apenas uma “pichação evoluída”. Para outros, uma modalidade de arte urbana. Apesar de todas as controvérsias, o grafite está presente em diversas partes da cidade: em banheiros públicos, edifícios, becos, casas abandonadas, ônibus, metrôs, orelhões, postes e monumentos públicos.”

“Controvérsias à parte, cada vez mais o grafite ganha status de arte e, conseqüentemente, o apoio de programas desenvolvidos por escolas, grupos de artistas e pelo próprio governo.”

“No século XX, mais precisamente no final da década de 60, jovens do Bronx, bairro de Nova Iorque (EUA), restabeleceram esta forma de arte usando tintas spray. Para muitos, o grafite surgiu de forma paralela ao hip hop – cultura de periferia, originária dos guetos americanos, que une o RAP (música muito mais falada do que cantada), o “break” (dança robotizada) e o grafite (arte plástica do movimento cultural). Nesse período, academias e escolas de arte começaram a entrar em crise e jovens artistas passaram a se interessar por novas linguagens. Com isso, teve início um movimento que dava crédito às manifestações artísticas fora dos espaços fechados e acadêmicos. A rua passou a ser o cenário perfeito para as pessoas manifestarem sua arte.
Os artistas do grafite, também chamados de “writers” (escritores), costumavam escrever seus próprios nomes em seus trabalhos ou chamar a atenção para problemas do governo ou questões sociais.

Na Europa, no início dos anos 80, jovens de Amsterdã, Berlim, Paris e Londres passaram a criar seus próprios ateliês em edifícios e fábricas abandonadas. O objetivo era conseguirem um espaço para criarem livremente. Nesses locais, surgiram novas bandas de música, grupos de artistas plásticos, mímicos, atores, artesãos e grafiteiros.
Grafite de Scharf

Muitos grafiteiros europeus e norte-americanos que viveram e trabalharam nesses espaços alternativos conseguiram levar mostrar suas obras aláem das fronteiras de seus países. Alguns exemplos desse movimento são: Jean-Michel Basquiat, Keith Haring e Kenny Scharf .

Haring e Scharf expuseram seus trabalhos na XVII Bienal Internacional de São Paulo, em 1983, exercendo forte influencia entre os artistas do grafite no Brasil. A XVIII Bienal, em 1985, lançou nomes de grafiteiros brasileiros, tais como Alex Vallauri, Matuck e Zaidler. “

Termos:

• Grafiteiro/writter: o artista que pinta.
• Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro.

• Cap – Cápsula aplicável ás latas para a pulverização do spray. Existem variados caps, que variam consoante a pressão, originando um traço mais suave ou mais grosso (ex: Skinny”, “Fat”, “NY Fat Cap”, etc).

• Crew: é um conjunto de grafiteiros que se reúnem para pintar juntos.

• Cross – Pintar um grafite por cima de um trabalho de um outro writer.
• End to end – Carruagem ou comboio pintado de uma extremidade à outra, sem atingir a parte superior do mesmo (por ex. as janelas e parte superior do comboio não são pintadas).

• Hall of Fame – Trabalho geralmente legal, mural mais trabalhado onde normalmente pinta mais do que um artista na mesma obra, explorando as técnicas mais evoluídas.

•Kings – Writer que adquiriu respeito e admiração dentro da comunidade do grafite. Um estatuto que todos procuram e que está inevitavelmente ligado à qualidade, postura e anos de experiência.
• Tag: é assinatura de grafiteiro.

• Toy é o grafiteiro iniciante.

• Spot: lugar onde é praticada a arte do grafitismo.

Grafiteiros brasileiros:

Os Gêmeos são uma dupla de irmãos gêmeos idênticos grafiteiros de São Paulo, nascidos em 1974, cujos nomes reais são Otávio e Gustavo Pandolfo. Formados em desenho de comunicação pela Escola Técnica Estadual Carlos da Campos, começaram a pintar grafites em 1987 no bairro em que cresceram, o Cambuci, e gradualmente tornaram-se uma das influências mais importantes na cena paulistana, ajudando a definir um estilo brasileiro de grafite.
Os trabalhos da dupla estão presentes em diferentes cidades dos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Grécia, Cuba, entre outros países. Os temas vão de retratos de família à crítica social e política; o estilo formou-se tanto pelo hip hop tradicional como pela pichação.

Em 22 de maio de 2008, executaram a pintura da fachada da Tate Modern, de Londres, para a exposição Street Art, juntamente com o grafiteiro brasileiro Nunca, o grupo Faile, de Nova York; JR, de Paris; Blu, da Itália; e Sixeart, de Barcelona.

Arte dos “Gêmeos”

Hudinilson Urbano Júnior (São Paulo, 1957) é um artista multimídia brasileiro.

Em 1975 inicia curso de artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado, fazendo experiências em várias modalidades de expressão como pintura, graffiti, xerografia e performance, usando o corpo humano masculino como tema principal.
Em 1979 funda, junto com Rafael França e Mário Ramiro, o grupo 3nós3, realizando intervenções urbanas em São Paulo. A partir de 1982 inicia a série em xerox Exercícios de Me Ver, reproduzindo partes do próprio corpo. Na década de 80 entra em contato com Alex Vallauri e trabalha extensamente com o graffiti.
Em 1984 participa da 1ª Bienal de Havana e da exposição Arte Xerox Brasil, na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Expõe na 18ª Bienal de São Paulo em 1985 e na 3ª Bienal do Mercosul, em 2001.

Em 2002 participa da coletiva de artistas de grafite) Rendam-se Terráqueos, com a instalação Narciso Revisita Seus Espelhos 2, no banheiro da Casa das Rosas, São Paulo (2002)

“Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade.”

Fonte de Consulta:
MundoCultural
Wikipedia
IBGE
Kenny Scharf
Brasil Escola

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