O herói esquecido: Teletipo

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“Como todos sabem, um processo que esteve em uso durante muito tempo para se transmitir mensagens à distância era o teletipo. Esse sistema era formado basicamente por duas máquinas de escrever que tinham cabos interligando-as. Dessa forma, o que fosse teclado numa era impresso num papel na máquina distante.

Uma variação mais rápida e eficiente usava uma fita codificada por furos, que eram feitos numa tira de papel à medida que passava na máquina receptora.”*

image”A fita de papel perfurada era utilizada – 1910 … 1915 – em aparelhos telegráficos e em teletipos como suporte para recepção e envio da informação.
Inicialmente – 1948 … 1949 – os teletipos foram acoplados aos computadores servindo como unidades de entrada de dados e saída de resultados. Em alguns casos eram utilizados como impressora do sistema.
Os dados e programas eram perfurados na fita de papel, que se desenrolava de uma bobina, utilizando um teletipo”**

Curiosidades:
”…no ano de 1976 quando Francisco Salva da Academia de Ciências da Barcelona inventou o primeiro aparelho capaz de enviar mensagens à distância.

Salva instalou 44 fios entre Madri e Aranjuez numa distância de 50 km, o que dava dois conjuntos de 22 fios correspondentes às letras do alfabeto.

A transmissão era feita com a eletricidade gerada a partir de uma máquina eletrostática. Encostava-se o fio dessa máquina nos fios que correspondiam às letras da mensagem em sequência e a transmissão era feita.

Até aí tudo bem… A transmissão estava resolvida. O problema é que naquela época não existiam lâmpadas, vibradores ou outros dispositivos que podiam receber o sinal enviado pelo fio correspondente.

Entrou então em ação a engenhosidade do inventor do sistema. Eletricidade dá choque, então por que não usar sensores humanos do outro lado?

Francisco Salva colocava então no seu receptor 22 pessoas segurando as pontas dos fios correspondentes! Quando o transmissor tocava no fio de um lado, a pessoa do outro lado levava um “tranco” quando então deveria “gritar” a letra correspondente (a sua, e sem palavrões é claro!).

Dessa forma, com os gritos das pessoas do outro lado, era possível anotar a mensagem inteira!

Ficamos imaginando o pobre sujeito escalado para segurar num fio que corresponda a uma letra que seja mais freqüente como o “a” ou ainda os que deveriam levar choques duplos com o “rr”ou “ss”!

É claro que a coisa não era muito eficiente, tanto que mais tarde Salva descobriu que poderia usar faíscas para detectar o fio acionado. É claro que essas faíscas não eram as que saiam pelos olhos das pessoas que seguravam as pontas dos fios…”*

Os modelos de máquinas do teletipo receberam siglas/letras que indicavam a sua  configuração:

RO – Receba – somente
KSR – O teclado emite e recebe
ASR – Automático emita e receba (isto é. leitor e perfurador de fita adesiva de papel interno)***

Fontes: NewtonCBraga*, Museu Virtual de Informática**, WorldLingo***
Imagens: Google Imagens

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